Mundo

Ministros de mais de 80 países se comprometem a acelerar acesso à água

Sexto Fórum Mundial da Água reúne dirigentes governamentais, empresários e ONGs na França

Os ministros do Meio Ambiente de mais de 80 países reunidos no Fórum Mundial da Água se comprometeram nesta terça-feira, em Marselha (sul da França), a acelerar o acesso ao saneamento e à água potável, dos quais ainda estão privados 80 milhões de habitantes no mundo. Em uma declaração adotada nesta terça-feira "por aclamação", os titulares do Meio Ambiente presentes no Fórum de Marselha expressaram seu compromisso "para acelerar o acesso à água potável e ao saneamento através de todos os meios apropriados", em sinal de "nossos esforços para superar a crise da água".

No entanto, em declarações à AFP pouco depois da adoção do documento, o ministro boliviano do Meio Ambiente, Felipe Quispe Quenta, expressou sua rejeição à Declaração Ministerial adotada no segundo dia do Fórum da Água. "Não nos juntamos a essa Declaração" adotada pelos ministros porque acreditamos que ela estimula "a privatização dos serviços da água", declarou Quispe Quenta, que acrescentou que seu país considera "obrigação do Estado garantir e administrar o direito à água".

O titular do Meio Ambiente boliviano expressou seu descontentamento ao considerar que o Fórum, organizado pelo Conselho Mundial de Água, fala, sobretudo, de investimentos privados. "A água não é uma mercadoria. E garantir o acesso a ela requer mais investigações públicas, não privatizar os serviços", afirmou o ministro. "Na Bolívia, a privatização da água fracassou", porque "a água é um direito humano universal, é um direito para garantir outros direitos humanos", afirmou. "Em Marselha, não temos sido ouvidos", queixou-se Quispe Quenta.

O Sexto Fórum Mundial da Água reúne, durante seis dias, dirigentes governamentais, empresários, associações e organizações não-governamentais em torno do tema dos recursos hídricos, ameaçados pelo crescimento da população e a mudanças climáticas.

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