No entanto, em declarações à AFP pouco depois da adoção do documento, o ministro boliviano do Meio Ambiente, Felipe Quispe Quenta, expressou sua rejeição à Declaração Ministerial adotada no segundo dia do Fórum da Água. "Não nos juntamos a essa Declaração" adotada pelos ministros porque acreditamos que ela estimula "a privatização dos serviços da água", declarou Quispe Quenta, que acrescentou que seu país considera "obrigação do Estado garantir e administrar o direito à água".
O titular do Meio Ambiente boliviano expressou seu descontentamento ao considerar que o Fórum, organizado pelo Conselho Mundial de Água, fala, sobretudo, de investimentos privados. "A água não é uma mercadoria. E garantir o acesso a ela requer mais investigações públicas, não privatizar os serviços", afirmou o ministro. "Na Bolívia, a privatização da água fracassou", porque "a água é um direito humano universal, é um direito para garantir outros direitos humanos", afirmou. "Em Marselha, não temos sido ouvidos", queixou-se Quispe Quenta.
O Sexto Fórum Mundial da Água reúne, durante seis dias, dirigentes governamentais, empresários, associações e organizações não-governamentais em torno do tema dos recursos hídricos, ameaçados pelo crescimento da população e a mudanças climáticas.