A missão diplomática que viajou neste domingo à cidade de Albina, no Suriname, não confirmou nenhuma morte entre os brasileiros que foram atacados por um grupo de quilombolas na noite da véspera de Natal. Em conversa com o R7, Ana Gracindo, uma funcionária da embaixada brasileira na capital, afirmou: "Não foi confirmada nenhuma morte (no ataque)".
Ela disse ainda que a comitiva, composta por oito integrantes, entre representantes do governo brasileiro e surinamês, já está se deslocando de volta à capital do país, Paramaribo. O embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa, liderou a missão.
O Ministério das Relações Exteriores informou à Agência Brasil ter encontrado mais nove brasileiros feridos em consequência do ataque de moradores locais em Albina. Entre as pessoas localizadas está uma mulher que estava grávida e perdeu o bebê após o confronto.
Eles foram encontrados pela cônsul-geral do Brasil na Guiana Francesa, Ana Lélia Beltrame, na cidade de Saint-Laurent-du-Maroni, no território francês. A localidade faz fronteira com o Suriname e é separada de Albina pelo Rio Maroni.
Mulher que perdeu o bebê passa bem
Conforme o Itamaraty, nenhum dos feridos que cruzaram a fronteira está em estado grave. A mulher que perdeu o bebê, informou o Ministério das Relações Exteriores, está com um ferimento na mão, mas sem maiores problemas.
Em relato publicado na página de uma rádio de Paramaribo, na internet, o padre brasileiro José Vergílio afirma que o ataque deixou pelo menos sete brasileiros mortos. De acordo com ele, a população local atacou a comunidade brasileira em Albina em represália à morte de um morador local supostamente por um brasileiro.
O Itamaraty, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a informação do padre brasileiro. Segundo o governo brasileiro, ainda não é possível fazer o levantamento das vítimas do massacre que permaneceram no Suriname.
As informações são do R7
Missão brasileira não encontra nenhum morto em local do ataque no Suriname
Embaixador liderou grupo de diplomatas em cidade onde brasileiros foram atacados