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Missão da ONU na Colômbia verificará trégua com guerrilha do ELN

Tarefa será reforçada por no máximo 70 observadores

Missão da ONU na Colômbia verificará trégua com guerrilha do ELN
Missão da ONU na Colômbia verificará trégua com guerrilha do ELN Foto : Rraul Arboleda / AFP / CP
O Conselho de Segurança da ONU decidiu por unanimidade nesta quinta-feira que a sua missão na Colômbia
verificará também a trégua temporária iniciada há poucos dias com o ELN, última guerrilha ativa da América Latina.

O cessar-fogo bilateral, que começou em 1º de outubro e terminará em 9 de janeiro, ocorre após um acordo de paz histórico com a guerrilha das Farc e poderá abrir caminho para uma paz completa depois de mais de meio século de conflito armado na Colômbia.

A missão da ONU que verifica na Colômbia a reinserção de guerrilheiros das Farc na vida civil estará agora a cargo de monitorar junto a Igreja Católica e representantes de ambas as partes o cessar-fogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN), que tem 1.500 combatentes.

Também deverá "prevenir acidentes por meio de uma melhor coordenação entre as partes e a resolução de desacordos", segundo a resolução apresentada pela Grã-Bretanha. "Sabemos que isso é só o começo", disse o embaixador britânico Matthew Rycroft ao Conselho após a votação, destacando que o organismo atuou rapidamente para apoiar a trégua. "Façamos tudo o que podemos para apoiar o governo da Colômbia e o ELN nesse esforço", acrescentou.

Para cumprir a tarefa, a missão da ONU na Colômbia será reforçada com "não mais que 70 observadores", segundo a resolução. Outra missão da ONU havia verificado previamente a deposição de armas dos rebeldes das Farc, que criaram agora o seu próprio partido político.

Surgido em 1964, assim como as Farc, o ELN cresceu sob a influência da Revolução Cubana e da Teologia da Libertação, uma corrente da Igreja Católica que defende a luta em prol dos mais pobres. Os violentos confrontos que além das guerrilhas envolveram paramilitares, traficantes e agentes estatais na Colômbia provocaram
260 mil mortes, mais de 60 mil desaparecidos e sete milhões de deslocados.

Em meio ao cessar-fogo, o governo e o ELN devem abrir o seu quarto ciclo de diálogos em Quito em 23 de outubro.