A decisão havia sido tomada na última sexta-feira, um dia depois da morte do ex-presidente Muammar Kadhafi e sete meses depois dos primeiros bombardeios realizados pelos aviões da aliança. "Na semana passada, nós tomamos a decisão provisória de encerrar a operação militar na Líbia", informou Rasmussen.
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O secretário afirmou que não vê a organização como personagem principal da revolta, mas como uma entidade que está disposta a ajudar na transição democrática do país, caso o novo governo queira. O Conselho de Segurança da ONU retirou ontem o mandato que autorizava o uso da força na Líbia.
Baseado nas resoluções de 1970 e 1973 da ONU, o Conselho de Segurança impôs limitações contra o regime do coronel Kadhafi e autorizou medidas de proteção para os civis. A operação da Otan foi chamada de "Protetor Unificado".
Na prática, o embargo sobre as armas e as 26 mil decolagens aéreas da Otan, entre elas 9.650 com objetivo "ofensivo", contribuíram de maneira considerável na mudança de regime na Líbia, mesmo sem esse ser um objetivo oficial da Otan.
O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, afirmou que a resolução da ONU prova que o país entrou em uma nova era. "A resolução ressalta que as autoridades líbias têm o dever de proteger os direitos humanos e impedir represálias de vingança", explicou. Hague se reuniu com os líderes do CNT sobre este assunto durante uma visita a Trípoli na semana passada.
Um líder da Otan informou na quinta-feira que alguns países da aliança podem ajudar as novas autoridades líbias a "gerenciar seu espaço aéreo" e controlar as fronteiras, mas fora do quadro da Otan.