"Juro por Deus todo poderoso preservar o sistema republicano, respeitar a Constituição e a lei, proteger totalmente os interesses do povo", declarou Mursi. "Hoje, o povo egípcio estabeleceu as bases de uma vida nova, de uma liberdade total, de uma verdadeira democracia", afirmou em um breve discurso.
A cerimônia de posse, prevista para as 11h locais (6h de Brasília), começou com quase duas horas de atraso. O procedimento para o juramento do cargo gerou divergências entre os militares no poder e a Irmandade Muçulmana.
A junta considerava que Mursi deveria tomar posse na Corte Constitucional, mas os islamitas insistiram no Parlamento, oficialmente dissolvido, mas que para eles permanece legítimo.
O presidente cedeu, mas já havia desafiado o Exército ao prestar um juramento simbólico ao cargo diante de milhares de pessoas na sexta-feira na Praça Tahrir, "a praça da liberdade e da revolução", em suas próprias palavras
No domingo, o candidato da Irmandade Muçulmana foi declarado o primeiro presidente egípcio desde a revolta popular que derrubou Hosni Mubarak. Mursi levou 51,73% dos votos na disputa com o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq.