Em julho, a Moody's tinha alertado sobre a possibilidade de um rebaixamento devido aos temores de um default. Depois de tensas negociações no Congresso durante o fim de semana, o presidente Barack Obama assinou a legislação nesta terça-feira, que aumenta o teto e também cria um plano para reduzir o déficit nos próximos 10 anos.
A Moody's chamou o plano de um "primeiro passo" para diminuir o rombo a um nível que manterá as finanças americanas em linha com os parâmetros da nota AAA no longo prazo, ecoando os alertas do próprio Obama, de que o acordo era apenas o começo de um longo processo de corte do déficit e de impulso ao crescimento do mercado de trabalho.
Mas as agências classificaram o complicado modelo de cortes como "não testado", notando que "tentativas de regras fiscais no passado nem sempre resistiram ao teste do tempo".
A Moody's alertou sobre os riscos de a disciplina fiscal falhar, de as medidas futuras de redução do déficit não serem adotadas em 2013 e de a economia enfraquecer, caso os custos dos empréstimos tomados pelo governo subam de forma inesperada. A agência disse esperar uma redução na proporção da dívida em relação ao PIB do país, agora próximo de 100%, para 73%, em 2015.