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Mais cedo, a Casa Branca emitiu um comunicado na qual afirmava que o presidente americano, Barack Obama, o francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, concordaram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve ter um papel importante na estrutura de comando da missão na Líbia.
Obama telefonou para Cameron e para Sarkozy para discutir a situação na Líbia, onde os três países lideram ataques aéreos contra as forças do líder Muammar Kadhafi. "Eles examinaram o progresso substancial que tem sido feito no impedimento do avanço das forças de Kadafi em Benghazi, bem como o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea", disse Ben Rhodes, porta-voz da Casa Branca.
Apesar da opinião convergente dos aliados apontada no comunicado do governo americano, há relatos de versões diferentes. A França inicialmente não queria a participação da aliança na Líbia. A Turquia, por sua vez, se opôs abertamente à entrada da Otan na incursão, embora um alto militar americano tenha dito que "todas as preocupações dos turcos sobre a intervenção foram esclarecidas".
A coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia e Espanha deu início no sábado a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês.
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