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Morre tibetano que ateou fogo ao próprio corpo na Índia

Manifestantes foram presos em protesto contra visita de presidente chinês

Autoimolação ocorreu em protesto contra China
Autoimolação ocorreu em protesto contra China Foto : Strdel / AFP / CP
O tibetano exilado que ateou fogo ao próprio corpo na segunda-feira em Nova Déli morreu nesta quarta-feira, enquanto uma centena de outros manifestantes contrários à visita do presidente chinês Hu Jintao à capital indiana foram presos pela polícia.

Jamphel Yeshi, de 27 anos, imolou-se durante um protesto em pleno centro da cidade. Com o corpo em chamas, o homem correu pela rua aos gritos. É a primeira vez que um tibetano morre desta maneira fora da China. Suicídios similares acontecem com frequência desde março de 2011 nas regiões tibetanas chinesas.

A manifestação de hoje foi convocada por tibetanos exilados na Índia por ocasião da visita de Hu Jintao, que participará de reunião com os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nesta quinta-feira, para alertar contra a repressão chinesa ao Tibete.

Segundo testemunhas, a polícia prendeu dezenas de manifestantes, incluindo muitas mulheres, reunidos no mesmo local em que Yeshi cometeu o ato de imolação. Estudantes tibetanos afirmaram ainda que a polícia os impediu de sair de suas casas e que as forças de segurança patrulhavam os bairros em que residem tibetanos exilados, na zona norte da capital.

"Eu estou preso desde ontem em minha casa com 150 outros estudantes", declarou à AFP Paldin Sonam, de 24 anos, militante tibetano que estuda na Universidade de Nova Délhi. "A polícia diz que tem medo que as pessoas façam a mesma coisa que Yeshi".

O porta-voz da polícia de Nova Délhi, Rajan Bhagat, assegurou que a polícia não foi enviada "às residências dos tibetanos, mas foi dada a ordem de não protestarem durante a reunião".

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