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"O regime do ditador (Muamar Kadafi) vive seus últimos instantes. Há milhares de pessoas que chegam a Trípoli e se reúnem na praça principal, a praça dos mártires", completou. "Estas pessoas vencerão",afirmou. “Faço um apelo urgente à intervenção da comunidade internacional agora, enviando mensagem contundente e clara ao coronel Kadafi de que ele deve acabar com as ameaças imediatamente. Caso contrário, os assassinatos continuarão". "É o momento de pôr um ponto final nisto", disse o diplomata.
"Kadafi é um louco, instável psicologicamente . Ele ficará até o momento em que o matarem ou se suicidará", declarou Dabbashi, que falou sobre o assunto nos escritórios da missão líbia da ONU. "Kadafi tem que escolher entre ser assassinado ou se matar. Poderia tentar enviar certos membros de sua família ao exterior, mas acredito que prefere morrer na Líbia, por seu caráter narcisista. Quer virar herói", explicou.
O diplomata pediu aos funcionários do Ministério de Relações Exteriores que saiam às ruas ou permaneçam em suas casas. Também convidou os diplomatas líbios em todo o mundo a tomar uma posição a favor do povo. "Respeitarei a decisão a ser tomada pelo Conselho de Segurança da ONU", que se reúne nesta sexta-feira, disse Dabbashi, que afirmou esperar que Kadafi seja julgado pelo Tribunal Penal Internacional.
"Acredito que o Conselho de Segurança imporá um embargo às armas e às viagens de Kadafi e a de seus aliados criminosos, além de congelar os bens do ditador", comentou. As exportações de petróleo da Líbia poderão ser interrompidas "por motivos de segurança", segundo o diplomata.