O presidente Barack Obama fez no domingo referência ao "Ocupem Wall Street" durante a inauguração do monumento a Martin Luther King em Washington, quando declarou que King iria gostar de ver as pessoas assumindo "o desafio dos excessos de Wall Street, sem demonizar aqueles que trabalham lá". A "Ocupem Wall Street", que continua se apresentando como uma organização pacífica e sem líderes, é muito ativa nas redes sociais. Denuncia os excessos do mundo financeiro e "o poder corrosivo" exercido pelos grandes bancos sobre a democracia. "Somos 99%", insistem os manifestantes, que nesta etapa preferem não apresentar reivindicações precisas.
No sábado, durante a jornada mundial dos "indignados", milhares de pessoas se manifestaram na famosa Times Square de Nova Iorque. Noventa e duas pessoas foram detidas, a maioria por ter se negado a deixar o local de concentração.
Na Europa, o movimento dos "indignados" contra a crise e as finanças globais adquiriu neste final de semana uma dimensão planetária, levando às ruas dezenas de milhares de pessoas em manifestações que chegaram neste domingo a Alemanha, Reino Unido e Holanda. Nas Américas, também houve manifestações em Canadá, México, Chile e Peru.