Mundo

Movimento "Ocupem Wall Street" chega ao seu primeiro mês

Protesto já atinge mais de 100 cidades nos Estados Unidos

Manifestantes protestam na Times Square
Manifestantes protestam na Times Square Foto : Emmanuel Dunand / AFP / CP
O movimento "Ocupem Wall Street" (OWS) completa nesta segunda-feira o seu primeiro mês, fortalecido pela extensão do movimento nos Estados Unidos e pelas manifestações de "indignados" no mundo. Quando começou em 17 de setembro com "150 pessoas" na Praça Zucotti, no coração do bairro de Wall Street, o movimento "ficou internacional", estendendo-se para "mais de 100 cidades americanas", e "tornou-se um fenômeno cultural", comemoraram nesta segunda-feira os organizadores do movimento em seu site.

O presidente Barack Obama fez no domingo referência ao "Ocupem Wall Street" durante a inauguração do monumento a Martin Luther King em Washington, quando declarou que King iria gostar de ver as pessoas assumindo "o desafio dos excessos de Wall Street, sem demonizar aqueles que trabalham lá". A "Ocupem Wall Street", que continua se apresentando como uma organização pacífica e sem líderes, é muito ativa nas redes sociais. Denuncia os excessos do mundo financeiro e "o poder corrosivo" exercido pelos grandes bancos sobre a democracia. "Somos 99%", insistem os manifestantes, que nesta etapa preferem não apresentar reivindicações precisas.

No sábado, durante a jornada mundial dos "indignados", milhares de pessoas se manifestaram na famosa Times Square de Nova Iorque. Noventa e duas pessoas foram detidas, a maioria por ter se negado a deixar o local de concentração.

Na Europa, o movimento dos "indignados" contra a crise e as finanças globais adquiriu neste final de semana uma dimensão planetária, levando às ruas dezenas de milhares de pessoas em manifestações que chegaram neste domingo a Alemanha, Reino Unido e Holanda. Nas Américas, também houve manifestações em Canadá, México, Chile e Peru.

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