Aos 84 anos e após governar o Egito por três décadas, o primeiro líder árabe a ser julgado em seu próprio país, foi levado de helicóptero da academia de polícia onde ocorreu o julgamento para a prisão de Torah, no Cairo. O ex-ministro do Interior Habib el-Adli recebeu a mesma sentença de Mubarak, enquanto seis funcionários de alto escalão dos serviços de segurança foram absolvidos. Os filhos do ex-presidente, Alaa e Gamal, julgados ao mesmo tempo por corrupção, não foram condenados pelo tribunal, que considerou que os crimes prescreveram. O ex-dirigente também foi absolvido em um dos casos de corrupção.
As acusações contra o ex-presidente relacionadas à morte dos manifestantes eram passíveis de uma sentença de morte, mas o juiz optou por mantê-lo na prisão pelo resto da vida. À sentença cabe apelo, o que deverá ser feito pelo advogado do ex-líder egípcio. "Apelaremos da sentença. O veredicto está cheio de erros jurídicos", indicou Yaser Bahr.
Houve confrontos entre opositores, policiais e simpatizantes de Mubarak
Do lado de fora da corte, inicialmente a reação foi de júbilo quando a condenação foi anunciada. Mas rapidamente o cenário ficou tenso e tumultuado. Houve confrontos entre opositores, policiais e simpatizantes de Mubarak nos arredores da corte.
O veredicto contra Mubarak ocorre poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais no Egito, marcadas para os dias 16 e 17 de junho, na qual disputam o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, e o ex-premiê da era Mubarak, Ahmed Shafiq, aliado próximo do presidente deposto.