O presidente deposto, seu ex-primeiro-ministro Ahamd Nazif e o ex-ministro do Interior Habib al-Aidi terão que arcar com a multa “com seus fundos pessoais", informou uma fonte da Justiça. O levante popular provocou a saída de Mubarak do poder em 11 de fevereiro.
O ex-chefe de Estado deverá pagar 200 milhões de libras egípcias (33,5 milhões de dólares), enquanto Nazif e Adli desembolsarão 40 milhões (6,7 milhões de dólares) e 300 milhões de libras egípcias (50,3 milhões de dólares) respectivamente. Os três réus ainda podem recorrer da sentença.
O serviço dos quatro principais provedores de acesso à internet no país foi suspenso em 28 de janeiro, dias após o início das manifestações. Além disso, as três operadoras de telefonia celular que servem o Egito foram orientadas a suspender seus serviços, e posteriormente obrigadas a cumprir a lei egípcia, indicou na época a inglesa Vodafone, que opera no país.
Vários líderes populares se utilizavam da grande rede para coordenar e divulgar os protestos. A decisão de suspender o acesso à web foi condenada internacionalmente, inclusive pelos criadores das redes sociais Facebook e Twitter.