Leia mais sobre a onda de violência no Egito
O primeiro nome anunciado pelo líder egípcio foi o do chefe dos serviços de inteligência, Omar Suleiman, como vice-presidente, cargo que estava vago desde que Mubarak chegou ao poder em 1981. Não há confirmação se os ministros de Assuntos Exteriores Ahmed Aboul Gheit e o de Defesa Hussein Tantawi permanecerão no cargo.
As admissões ocorrem após o governo apresentar pedido de renúncia no sábado, dia em que Mubarak encarregou o general Ahmed Shafiq de formar um novo gabinete. Apesar de fontes oficiais terem anunciado que os novos nomes seriam divulgados na véspera da renúncia, os novos ocupantes dos ministérios estão sendo conhecidos aos poucos.
No entanto, as decisões políticas de mudar os ocupantes do gabinete não estão surtindo efeito nos manifestantes, que desde a terça-feira passada estão realizando protestos pedindo a renúncia de Mubarak. Centenas de egípcios voltaram a tomar o coração do Cairo para protestar contra Hosni Mubarak. A praça Tahir, símbolo das manifestações dos últimos dias, segue sob forte proteção das tropas do Exército. Helicópteros sobrevoaram um grupo que fazia sinais e cantava: "O povo egípcio quer a queda do governo".
Os militares se colocaram no acesso à praça, ao contrário dos dias anteriores, quando os tanques circulavam pelo meio da Tahir (Libertação, em árabe). As ruas de acesso estão interrompidas por tanques e cercas, e os soldados revisam as bolsas e, em alguns casos, pedem os documentos de identidade das pessoas que se aproximam.