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Ele negou, no entanto, que o governo seja responsável pelos confrontos entre simpatizantes e manifestantes da presidência. Para Mubarak, a culpa é do partido de oposição Irmandade Muçulmana, banido da cena política egípcia.
A Irmandade, por sua vez, informou hoje que "rejeita categoricamente" qualquer oferta de diálogo com o governo. O pronunciamento foi feito em resposta a uma entrevista concedida pelo vice-presidente Omar Suleiman à TV estatal do Egito. Suleiman insistiu em um diálogo – que efetivamente começou nas últimas horas, mas sem os principais grupos de oposição.
Mubarak afirmou ainda que ficou “extremamente infeliz” com os os confrontos de ontem, considerados os mais violentos até agora. “Eu não quero ver os egípcios brigando entre si”, confessou. Questionado sobre as palavras de ordem gritadas contra ele em protestos, Mubarak se disse tranquilo. “Eu não me preocupo com o que as pessoas dizem sobre mim. Neste momento, minha preocupação é com o meu país, com o Egito.”
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