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Mubarak diz querer deixar o poder, mas teme caos no Egito

Presidente do Egito admitiu que está cansado após a onda de protestos dos últimos dias

Presidente do Egito admitiu que está cansado após a onda de protestos dos últimos dias
Presidente do Egito admitiu que está cansado após a onda de protestos dos últimos dias Foto : Khaled Desouki / AFP / CP
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, admitiu, nesta quinta-feira, que está cansado da presidência e gostaria de deixar o cargo agora, mas que não poderá fazer porque teme que o país vire um caos. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à rede de televisão norte-americana ABC na sede do governo, no Cairo. Mubarak afirmou ainda que está preocupado com a onda de violência registrada na capital, que hoje entrou no 10º dia e já deixou cinco mortos.

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Ele negou, no entanto, que o governo seja responsável pelos confrontos entre simpatizantes e manifestantes da presidência. Para Mubarak, a culpa é do partido de oposição Irmandade Muçulmana, banido da cena política egípcia.

A Irmandade, por sua vez, informou hoje que "rejeita categoricamente" qualquer oferta de diálogo com o governo. O pronunciamento foi feito em resposta a uma entrevista concedida pelo vice-presidente Omar Suleiman à TV estatal do Egito. Suleiman insistiu em um diálogo – que efetivamente começou nas últimas horas, mas sem os principais grupos de oposição.

Mubarak afirmou ainda que ficou “extremamente infeliz” com os os confrontos de ontem, considerados os mais violentos até agora. “Eu não quero ver os egípcios brigando entre si”, confessou. Questionado sobre as palavras de ordem gritadas contra ele em protestos, Mubarak se disse tranquilo. “Eu não me preocupo com o que as pessoas dizem sobre mim. Neste momento, minha preocupação é com o meu país, com o Egito.”


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