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Mulher é executada nos Estados Unidos apesar do apelo do Papa

Kelly Gissendaner, 47 anos, foi condenada pelo assassinato do marido em 1997

Kelly Gissendaner foi executada apesar de apelo do papa
Kelly Gissendaner foi executada apesar de apelo do papa Foto : Georgia AFP / CP
Uma condenada à morte foi executada nesta quarta-feira nos Estados Unidos, apesar do apelo do Papa Francisco, que em seu discurso no Congresso norte-americano há cinco dias defendeu o fim da pena capital. “Às 0h21min, cumprindo uma ordem do tribunal, Kelly Gissendaner foi executada de acordo com a lei. Ela fez uma última declaração e pediu permissão para rezar", anunciou Gwendolyn Hogan, porta-voz da administração penitenciária do estado da Geórgia.

A Junta de Indultos e Liberdade Condicional da Geórgia rejeitou na terça-feira um recurso para suspender a pena capital. A execução tem um significado particular, cinco dias depois do apelo do Papa Francisco no Congresso de Washington pelo fim da pena de morte.

Nessa terça-feira, o representante do Vaticano nos Estados Unidos, Carlo Maria Vigano, fez um pedido urgente em nome do Papa Francisco para comutação da pena de Gissendaner. "Sem querer minimizar a gravidade do crime pelo qual Gissendaner foi condenada, estando sempre com as vítimas, de coração, imploro, no entanto, pela comutação da sentença em uma pena que traduza a justiça e piedade", escreveu.

Kelly Gissendaner, de 47 anos, é 16ª mulher a ser executada desde que a Suprema Corte restabeleceu a pena capital em 1976. Ela foi condenada por ter participado em um complô com o amante para assassinar seu marido em 1997.