Ao sair do Registro Civil em meio a um forte esquema de segurança, cerca de vinte pessoas jogaram pedras e ovos contra Cingolani. Ele cumpre uma pena de 13 anos de prisão pelo assassinato de Johana Casas em 2010, irmã gêmea de sua nova esposa, Edith Casas. Cingolani foi escoltado por vários agentes carcerários apoiados pela polícia de choque na sua volta ao presídio de Pico Truncado, uma localidade de cerca de 20.000 habitantes.
"Eu quero formar uma família com Víctor porque o amo. Ele é inocente. Que o verdadeiro culpado pague pelo assassinato de minha irmã", disse Edith Casas à imprensa pouco antes da cerimônia nesta quinta-feira, Dia dos Namorados. A juíza de Pico Truncado, Gabriela Zapata, autorizou o casamento ao ressaltar que não foram encontrados transtornos psicológicos em Edith nos exames feitos a pedido de sua mãe, Marcelina Orellana, que já tinha conseguido suspender o casamento previsto, a princípio, para dezembro do ano passado.
"Para mim morreram as duas. Johana está com Deus e Edith, com o diabo", disse Valentín Casas, pai das gêmeas, que garantiu que Cingolani é o verdadeiro assassino de sua filha, "um psicopata".