Pelo menos duas mulheres que vestiam burca, uma mulher que vestia um véu que não escondia o rosto e um dos líderes da manifestação foram detidos, informou o delegado Alexis Marsan. "Não foram detidas por usar o véu islâmico integral, e sim porque não informaram o protesto", declarou o policial. Na França, os organizadores de uma manifestação devem solicitar uma autorização à polícia.
O organizador do protesto, Rachid Nekkaz, da associação "Não toque em minha Constituição", afirmou à AFP que foi detido com uma amiga que usava o niqab diante do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, antes da manifestação em Notre Dame.
Nesta segunda-feira entrou em vigor na França uma lei que proíbe o uso do véu islâmico integral - burca ou niqab, que cobrem da cabeça aos pés com uma abertura na altura dos olhos - em todos os espaços públicos, desde prédios estatais, hospitais, agências de correios até transportes públicos e lojas. O uso pode ser punido com uma multa de 150 euros (216 dólares) ou um curso de instrução cívica.
De acordo com dados oficiais, 2 mil mulheres muçulmanas usam o véu islâmico integral no país. A França é o primeiro país europeu a adotar uma lei que proíbe o véu integral, mas outros Estados analisam medidas similares.