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Multidão vai às ruas apoiar governo Greco e pedir fim do sacrifício

Manifestantes se reuniram pacificamente em Atenas, atendendo a uma convocação nas redes sociais

Ministro grego do Interior, Nikos Voutsis, celebrou "a ajuda" que os manifestantes buscam dar ao governo
Ministro grego do Interior, Nikos Voutsis, celebrou "a ajuda" que os manifestantes buscam dar ao governo Foto : Angelos Tzortzinis / AFP / CP
Cerca de 7.000 pessoas - de acordo com a polícia - se reuniu nesta quarta-feira, na praça Syntagma, no centro de Atenas, para pedir "o fim dos sacrifícios" e apoiar o governo, em meio às duras negociações com os credores internacionais da Grécia.

Com faixas em inglês e em grego com dizeres como "Pelo fim da austeridade, apoiem a Grécia, mudem a Europa", "Acabem com os sacrifícios, mesmo para o euro", ou "Democracia, e não chantagem", os manifestantes se reuniram pacificamente, atendendo a uma convocação nas redes sociais.

Vários membros do governo do premiê Alexis Tsipras compareceram ao ato, assim como a presidente do Parlamento, Zoé Konstantopoulou, cujas posturas bastante radicais lhe valeram grande popularidade.

Foi dela a iniciativa de criar uma comissão sobre a legalidade da dívida e em defesa do não-reembolso dos credores. Zoé também está por trás da iniciativa sobre o pedido à Alemanha de indenização pelos excessos cometidos durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo ela, Berlim deve quase 300 bilhões de euros a Atenas.

O ministro grego do Interior, Nikos Voutsis, celebrou "a ajuda" que os manifestantes buscam dar ao governo para que se chegue a um acordo "em favor do povo".

Entre os manifestantes, o aposentado Stelios Vitzileos, de 82 anos, afirmou que "eles (os credores) cortam, cortam, cortam, e nós não podemos mais viver".

"Queremos continuar na Europa, mas, infelizmente, do jeito que eles nos pressionam, é como se nos dissessem para ir embora", lamentou.

Segurando um cartaz contra "a chantagem dos credores", a professora Niki Illiaveri, de 56, disse apoiar o governo, "porque ele defende nossa dignidade, endossa toda a dignidade do povo".

"O governo negocia pela primeira vez, e isso me deixa orgulhosa. Se a negociação fracassar, não será sua culpa. Ele (o governo) terá realmente feito seu melhor", comentou.

Há várias semanas, a Grécia negocia com os credores (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) a aplicação de uma série de reformas econômicas em troca da liberação de uma nova parcela de empréstimos de 7,2 bilhões de euros, vital para o país.