Mundo supera 750 mil mortes por Covid-19

Mundo supera 750 mil mortes por Covid-19

América Latina e Caribe são as regiões mais afetadas

AFP

Estados Unidos é o país com mais mortes, seguido por Brasil, México e Reino Unido

O mundo superou nesta quinta-feira 750 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, com um forte avanço na América Latina, que tem cinco países na lista das nações com mais casos de COVID-19, enquanto aumentam as medidas de todo tipo para tentar frear a pandemia. Mais de 20,6 milhões de casos foram registrados desde o surgimento da doença. 

América Latina e Caribe permanecem como a região com o maior número de contágios (5.822.258) e mortes (228.572). Cinco países latino-americanos estão entre os 10 mais afetados do planeta: Brasil (2º, com 3.164.785 casos e 104.201 mortos), Peru (7º, 498.555 casos e 21.713 óbitos), México (8º, com 498.380 contágios e 54.666 vítimas fatais), Colômbia (9º, 422.519 casos e 13.837 mortos) e Chile (10º, 378.168 infecções e 10.205 óbitos). Estados Unidos lideram a lista com 166.038 mortos e 5.197.748 casos.

Os números globais não param de aumentar e o mundo se movimenta de acordo com as flutuações da pandemia, que avança, retrocede e retorna a locais de onde havia desaparecido, sem permitir o relaxamento das autoridades. A Itália, por exemplo, proibiu a entrada de pessoas procedentes da Colômbia por temer novos contágios. Além disso, as pessoas que desejam entrar na Itália procedentes da Espanha, Croácia, Grécia e Malta devem fazer obrigatoriamente o teste de coronavírus.

Na Espanha, país da Europa Ocidental com mais contágios (quase 330 mil), os moradores da região da Galícia não podem mais fumar nas ruas e áreas abertas de bares se não observam o distanciamento de segurança. A decisão, inédita até agora no país e aparentemente na Europa, é parte de um conjunto de medidas que várias regiões espanholas adotam ante um retorno de casos Covid-19. 

Argentina e México produzirão vacina

Na América Latina, o presidente do Peru, Martín Vizcarra, anunciou o retorno do toque de recolher dominical e a proibição de reuniões sociais ou familiares, que se tornaram o maior foco de contágio desde o início de uma flexibilização do confinamento há seis semanas. "Temos que recuar um passo nas medidas que estávamos liberando. A partir de domingo retorna a imobilização obrigatória a nível nacional", anunciou Vizcarra na quarta-feira, quando o Peru registrou o recorde de 8.875 novos contágios.

Com 653 falecimentos por milhão de habitantes, o Peru (32,9 milhões de habitantes) é o país latino-americano mais atingido pela pandemia em números proporcionais. Para contrabalançar um pouco as notícias ruins na região, Argentina e México anunciaram que serão responsáveis pela produção e distribuição de uma futura vacina contra a Covid-19 na América Latina. Argentina e México produzirão milhões de doses para a região, exceto o Brasil - que tem um acordo separado -, da futura vacina desenvolvida pela aliança da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, que devem estar disponíveis no primeiro semestre de 2021.


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