“Mursi e toda a equipe presidencial estão detidos no clube da Guarda Republicana da presidência”, afirmou o integrante da Irmandade Muçulmana, Gehad al-Haddad, acrescentando que seu pai, considerado o braço-direito de Mursi, está entre os detidos.
O Exército deteve na quarta-feira vários dirigentes ligados à Irmandade Muçulmana, base do regime de Mursi, segundo o jornal Al-Ahram. Entre os presos estão Saad al-Katatni, chefe do Partido da Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, e Rached Bayoum, um dos dignitários religiosos do grupo.
As forças de segurança egípcias receberam ordens para prender 300 membros dos Irmãos Muçulmanos, revelou o Al-Ahram em sua edição de quinta-feira. Um funcionário do ministério do Interior confirmou à agência de notícias AFP que "membros da Irmandade Muçulmana" são procurados após a expedição de diversos mandados de prisão, sem dar mais detalhes.
Obama diz estar “profundamente preocupado”
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar “profundamente preocupado” com o afastamento do presidente de Mohamed Mursi e pediu o rápido retorno a um governo civil eleito. Obama informou também que pediu a revisão das implicações legais para a ajuda americana ao Egito.
O Exército egípcio, que mantém estreitas relações com o Pentágono, recebeu 1,3 bilhão de dólares em ajuda militar apenas neste ano. “Convoco os militares egípcios a ceder toda a autoridade rapidamente e de maneira responsável a um governo civil democraticamente eleito, por meio de um processo aberto e transparente”, disse Obama em uma nota, após reunião com seus assessores de Segurança Nacional na Casa Branca.