"Seu estado não é bom, mas está melhorando", disse à Agência de Notícias AFP por telefone o estudante norueguês de Antropologia Ola Fjestad, que está fazendo uma pesquisa no atol de Ebon, no Sul do arquipélago.
O homem resgatado, que usava apenas uma cueca aos trapos, contou que saiu do México rumo a El Salvador em setembro de 2012 com um companheiro. O colega de viagem morreu no mar há vários meses. O náufrago teria se identificado como José Iván. "A embarcação parece ter estado na água por muito tempo", acrescentou o estudante.
José Iván explicou a Fjestad que sobreviveu comendo tartarugas, pássaros e peixe, além de beber sangue de tartaruga quando não chovia. Não havia nenhum equipamento de pesca na embarcação. Iván disse ter capturado os pequenos animais com as mãos.
"Demos alimentos nutritivos da ilha e começou a melhorar", afirmou a prefeita do pequeno atol de Ebon, ao Sul do arquipélago, Ione de Brum. "Está com os joelhos muito afetados e não consegue ficar de pé por muito tempo, mas fora isto ele está bem", completou a prefeita.
Outros casos parecidos já foram registrados
Em 9 de agosto de 2005, três mexicanos saíram para pescar de um porto da costa mexicana no Pacífico. Depois de ficarem sem gasolina e de uma avaria no motor, foram arrastados mar adentro pelas correntes. Mais de nove meses depois foram resgatados por um atuneiro taiwanês, frente às ilhas Marshall. Sobreviveram comendo peixe e aves marinhas crus e bebendo a água da chuva que armazenavam no fundo do bote.
Em 1992, outros dois pescadores de Kiribati sobreviveram 177 dias no mar antes de chegar a Samoa.