Um dos executivos mais relevantes do Facebook, Stan Chudnovsky, responsável pelo Messenger, chegou a São Francisco, onde está localizado o hoje badalado Vale do Silício, no ano de 1999 e com apenas 20 dólares no bolso. “Eu programava antes de ser isso tornar-se cool e pensava que Vale do Silício era o lugar mais criativo do mundo, onde coisas incríveis estavam acontecendo”, recordou no palco do Web Summit, em Lisboa, nesta terça-feira. A aposta na mudança de domicílio logo deu certo.
A união do interesse por Psicologia e as habilidades como programador foi o que, segundo ele, o alçaram a um dos cargos mais altos no Facebook, onde ele atualmente é vice-presidente de Produto do Messenger. A plataforma foi o assunto principal da palestra em formato de bate-papo – já que Stan foi entrevistado por uma jornalista no palco principal do evento.
Segundo Stan, o Messenger hoje é a maior plataforma para a troca de mensagens do mundo. Está inclusive a frente do Whatsapp, que também é do Facebook. “Uma das coisas que vai acontecer é que cada vez mais as conversas entre pessoas e negócios vão ocorrer em plataformas de troca de mensagens e nós (Messenger) queremos fazer parte disso”, projetou.
A novidade anunciada pelo executivo no palco do Web Summit foi que, a partir desta terça-feira, o Messenger começou a disponibilizar um serviço que permite a sites de empresas e marcas a utilizarem o Messenger para interagir automaticamente com clientes. Uma das vantagens apresentadas em relação a chats próprios para comunicação com clientes é que o serviço se utiliza de robots de inteligência artificial para gerar respostas automáticas, economizando tempo e indo onde os usuários estão, ou seja, conectados no Facebook. “Temos que continuar sendo capazes de criar coisas que as pessoas não possam conseguir em qualquer outro lugar”, destacou.
“Segurança acima dos lucros”
Apesar de não deixar claro se a novidade no Messenger permite o acesso a conversas privadas ou informações dos usuários para oferecer produtos ou serviços, Stan garantiu: “Não acessamos o microfone (do celular) de ninguém nem o conteúdo das conversas para usá-los (usuários) como público alvo”.
Sobre o fato do governo russo ter utilizado o Facebook para interferir no resultado das eleições norte-americanas em 2016, nas quais Donald Trump foi eleito presidente, Stan reagiu: “Isso é obviamente um grande problema para nós”. Ele voltou a citar fala de Mark Zuckerberg, CEO da rede social, sobre o assunto: “Vamos pôr a segurança e proteção da nossa comunidade acima dos lucros. Estamos tentando entender qual a melhor forma de contornar isso, e o Facebook é extremamente muito bom quando foca em alguma coisa”.
“Não acessamos microfone de ninguém nem conteúdo das conversas”, diz executivo do Messenger
Stan Chudnovsky falou sobre segurança na rede social e uso de informações dos usuários para vender produtos