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"Não houve explosão" a bordo de avião acidentado, diz Rússia

Sem descartar hipótese de terrorismo, investigação apura funcionamento anormal da aeronave

Exército não descartou, porém, hipótese de terrorismo
Exército não descartou, porém, hipótese de terrorismo Foto : Max Vetrov/ AFP / CP
A análise das caixas-pretas do avião russo que caiu no domingo no mar Negro aponta "que não houve explosão" a bordo, indicou nesta quinta-feira um responsável do Exército russo, sem descartar a hipótese de terrorismo. "Não houve explosão a bordo", declarou à imprensa o general Serguei Bainetov, diretor do serviço de segurança aérea da aviação russa. "Mas um ato terrorista não é necessariamente uma explosão, então não excluímos" esta hipótese, acrescentou, ressaltando que um atentado pode ser provocado por uma "ação mecânica".

De acordo com o ministro russo dos Transportes, Maxime Sokolov, o acidente com o avião militar russo Tu-154 ocorreu devido a um "funcionamento anormal" da aeronave. "Está claro que houve um funcionamento anormal da técnica. Os especialistas deverão esclarecer as razões e este é o motivo pelo qual foi criada uma comissão especial", disse Sokolov em uma coletiva de imprensa.

Segundo as autoridades, os investigadores concluíram a fase principal de buscas no Mar Negro, depois de terem encontrado todos os elementos relacionados com o acidente. A zona da catástrofe foi totalmente inspecionada. Dezenove corpos, 230 fragmentos de corpos, 13 grandes peças do avião e cerca de 2 mil fragmentos foram levado para a superfície até o momento", disse Sokolov.

"O avião quase se descompôs por completo ao bater contra a superfície da água e depois no fundo do Mar Negro, o que complicou os trabalhos de buscas", acrescentou. O avião desapareceu dos radares no domingo, dois minutos depois de decolar do aeroporto de Sochi (sul), quando se dirigia à base aérea russa de Hmeimim, perto da cidade síria de Latakia (noroeste).