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“Não queremos ser americanos”, diz primeiro-ministro da Groenlândia

Mute Egede afirmou que Dinamarca “quer traçar seu próprio futuro”

Mute Egede afirmou que Dinamarca “quer traçar seu próprio futuro”
Mute Egede afirmou que Dinamarca “quer traçar seu próprio futuro” Foto : Mychele DANIAU / AFP / CP

O primeiro-ministro da Groenlândia declarou, nesta terça-feira (21), que este território autônomo da Dinamarca quer traçar seu próprio futuro e não se tornar um território americano, após novos comentários do presidente eleito Donald Trump sobre assumir o controle da ilha.

Trump, que assumiu o cargo na segunda-feira, deu o alarme no início de janeiro ao não descartar uma intervenção militar para controlar o Canal do Panamá e a Groenlândia.

"Nós somos groenlandeses. Não queremos ser americanos. Também não queremos ser dinamarqueses. O futuro da Groenlândia será decidido pela Groenlândia", enfatizou o primeiro-ministro Mute Egede em uma coletiva de imprensa, destacando que a ilha enfrentava uma "situação difícil".

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Embora Trump não tenha mencionado a Groenlândia em seu discurso de posse na segunda-feira, ele foi questionado sobre o assunto por repórteres no Salão Oval mais tarde. "A Groenlândia é um lugar maravilhoso, precisamos dela por motivos de segurança internacional", respondeu o republicano. "Tenho certeza de que a Dinamarca está de acordo: Está lhes custando muito dinheiro mantê-la", adicionou.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse, nesta terça-feira, que nenhum país deveria ser capaz de simplesmente se apropriar de outro. "Não é possível que certos países, se forem grandes o suficiente e não importa como se chamem, possam simplesmente tomar o que quiserem", afirmou Lokke à imprensa.