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"Digam claramente que não tenho nada a ver com esse terrorista", declarou. "Não quero mais falar de meu filho, é um terrorista", afirmou, em seguida, antes de recordar a recente entrevista que concedeu ao canal de televisão TV2 da Noruega, quando declarou que Anders Breivik "deveria ter se suicidado em vez de matar tantas pessoas".
Jens e Anders não se veem há 15 anos. "Nunca mais poderei voltar à Noruega", acrescentou Jens Breivik antes de enfatizar a vontade de ficar na França, que "agora virou nossa terra de asilo". Ele saudou o apoio que recebeu de todos os vizinhos.
"Eles nos protegeram desse furor midiático", explicou, acrescentando que foi ele próprio quem pediu proteção à polícia de Limoux protección quando a verdade sobre seu filho veio à tona. "As palavras jamais poderão descrever o que sinto hoje em dia", declarou.
Anders Behring Breivik prestará novo depoimento nesta sexta-feira. Ele foi o responsável por dois ataques, na semana passada – um deles a tiros em meio a uma reunião de jovens trabalhistas na ilha de Utoeya, perto de Oslo, e outro em uma explosão de uma bomba no bairro dos ministérios, na capital norueguesa. O massacre está sendo considerado a maior matança na Europa desde os de 11 de março de 2004 em Madri, quando morreram 191 pessoas.