O balanço anterior registrava 154 mortos no arquipélago de Mentawai, ao longo da ilha de Sumatra.
As operações de socorro são difíceis por causa do isolamento dessas ilhas, de difícil acesso e privadas de comunicação.
A Indonésia enfrenta como pode as devastadoras consequências de duas catástrofes naturais - um tsunami e a erupção de seu vulcão mais ativo. O presidente Susilo Bambang Yudhoyono retornou do Vietnã, onde estava em visita oficial para participar da reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), para supervisionar pessoalmente as operações de resgate, depois do terremoto de 7,7 graus de magnitude que provocou um tsunami na segunda-feira.
De acordo com um dos sobreviventes, ondas de três metros de altura formaram "uma parede de água com espuma branca", devastando completamente aldeias costeiras do arquipélago Mentawai. Borinte, um agricultor de 32 anos, está desolado por não ter conseguido salvar a mulher e os três filhos. Ele conseguiu nadar agarrado a uma tábua de madeira, e foi o único sobrevivente da família. "Quando vimos a onda chegar, tentamos correr, mas ela era mais rápida que nós e nos engoliu", contou.
O tsunami foi um duro golpe no turismo das ilhas Mentawai, cujas ondas e vegetação exuberante atraem surfistas do mundo todo. Não há, porém, turistas estrangeiros entre as vítimas. Especialistas haviam advertido para o alto risco de terremoto no arquipélago, situado em uma zona de subducção entre as placas tectônicas indoaustraliana e euroasiática.
A movimentação desta falha já havia causado o catastrófico tsunami de 26 de dezembro de 2004, que matou mais de 220 mil pessoas.