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Número de mortos após atentado na Síria sobe para 53

Carro-bomba explodiu no centro de Damasco

Local ficou destruído após a explosão de um carro-bomba na Síria
Local ficou destruído após a explosão de um carro-bomba na Síria Foto : Sana / AFP / CP
Subiu para 53 o número de mortos após um atentado com carro-bomba perto da sede do partido governante Baath, no centro de Damasco, na Síria. Segundo a emissora de televisão estatal, dezenas de pessoas ficaram feridas, em sua maioria civis.

Por volta das 10h, em um horário de grande movimento no bairro de Mazraa, um terrorista suicida detonou seu carro repleto de explosivos na frente de uma barreira de blocos de concreto que obstrui a entrada da sede do partido Baath, no poder há meio século no país. Imagens divulgadas pela rede de televisão mostravam veículos destruídos pelo fogo, uma espessa fumaça negra, corpos ensanguentados no chão e edifícios danificados.

A explosão provocou a quebra dos vidros das janelas da embaixada da Rússia, sem deixar feridos, informaram as agências de notícias de Moscou. A Rússia é uma das poucas potências estrangeiras que apoiam o regime de Damasco e que continua com uma presença diplomática na capital.

A rede de televisão oficial e o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmaram que se tratava de um atentado suicida. A rede de televisão informou sobre 37 mortos e 237 feridos, enquanto o OSDH, que afirma contar com uma rede de informantes no país, informou sobre 42 mortos, em sua maioria civis.

O Al-Ejbariya, o canal oficial, afirmou que entre os feridos há crianças, "já que existe uma escola próxima" ao local da explosão. O chefe da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), Nayef Hawatmeh, ficou levemente ferido no atentado, informou um porta-voz da organização com sede na Síria. O OSDH afirma que outros dois carros-bomba também explodiram perto de dois postos dos serviços de segurança no bairro de Barzé, no norte da capital.

Vários atentados mortíferos, dirigidos principalmente contra os edifícios governamentais, sacudiram Damasco nos últimos meses. A maioria deles foi reivindicado pelos rebeldes islamitas. A opositora Coalizão de Oposição síria denunciou o atentado terrorista com carro-bomba e classificou de criminosos os ataques contra civis, "independentemente de quem for o autor".

As tropas do regime impedem há meses que os rebeldes entrem em Damasco, centro do poder, e os atacam com aviões e artilharia pesada nos arredores da capital. Num momento em que o vizinho Líbano procura se manter distante do conflito sírio, o ESL ameaçou atacar a partir de quinta-feira as posições do movimento libanês Hezbollah, acusado de bombardear localidades rebeldes na Síria, em uma escalada que volta a aumentar os temores de uma extensão do conflito.

Por sua vez, a oposição no exílio estava reunida no Cairo para examinar a proposta de seu líder, Ahmed Moab al-Khatib, de realizar negociações com representantes do regime, com o objetivo, segundo ele, de terminar conseguindo que o presidente Bashar al-Assad abandone o poder.

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