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Horas antes deste anúncio, o coronel Kadhafi jurou, em um discurso transmitido pela televisão, restabelecer a ordem brandindo a ameaça de uma repressão sangrenta, garantindo que o regime ainda não "utilizou a força".
Petrobras tem plano para resgatar funcionários
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça que a empresa está mobilizada para retirar os funcionários que ainda estão na Líbia, durante entrevista à imprensa em Porto Alegre, nesta terça-feira. "Estamos acompanhando de perto o que está acontecendo", ressaltou. "A situação modificou um pouco de ontem para hoje. Temos um plano, mas não vou revelá-lo pela imprensa. Quando executarmos, eu aviso", esquivou-se, alegando questões de segurança para não informar detalhes da operação.
Segundo Gabrielli, a Petrobras tinha nove funcionários na Líbia. Dois já saíram e outros sete permanecem no país.
Líbia fecha torneira de gás que abastece Europa
O único gasoduto que liga a Líbia à Europa teve seu funcionamento suspenso, anunciou nesta terça-feira a companhia ENI. Porém, a gigante de petróleo e gás italiana e o governo garantem que esta interrupção não colocará em risco o abastecimento do país. "Devido à suspensão temporária de algumas atividades relacionadas à produção de gás natural na Líbia, o fornecimento através do gasoduto Greenstream está suspenso", informou a ENI, precisando que o gás líbio representava cerca de 10% das necessidades do produto na Itália.
Com 520 km de comprimento e uma capacidade de oito bilhões de m³ por ano, o Greenstream é o único gasoduto que liga a Líbia à Itália e à Europa. Partindo de Mellita na Líbia, ele chega a Gela, na Sicília (sul da Itália). A ENI é a principal produtora estrangeira no país, com uma produção de 244 mil barris por dia ou cerca de 640 mil barris, se for contabilizada a produção da companhia nacional líbia NOC, que trabalha em parceria.
Após o anúncio desta interrupção, a ENI procurou tranquilizar, informando que tinha "capacidade de lidar com a demanda de gás de seus clientes".
Crise afeta mercados nos Estados Unidos
A Bolsa de Nova York fechou nesta terça-feira em forte queda, em meio às revoltas no mundo árabe, em particular na Líbia, onde a repressão aos protestos já deixou centenas de mortos: o Dow Jones perdeu 1,44% e o Nasdaq, 2,74%. O Dow Jones Industrial Average caiu 178,46 pontos, a 12.212,79 e o Nasdaq, 77,53 pontos, a 2.756,42 unidades. O índice ampliado Standard & Poor's 500 perdeu 27,57 pontos (2,05%), a 1.315,44 pontos.
Após a volta de um longo e difícil feriado, o mercado viu-se afetado "pelo que está ocorrendo no mundo árabe e pelo impacto sobre os preços da energia em alta", declarou Mace Blicksilver, analista da Marblehead Asset Management. "É difícil determinar o impacto por enquanto", acrescentou.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo subiu 8,5%, chegando a 93,57 dólares nesta terça-feira, em meio aos violentos confrontos na Líbia, um importante produtor de petróleo.
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