Pelo menos 37 pessoas morreram em dois atentados nesta segunda-feira em estações de metrô de Lubianka e Park Kultury, no centro de Moscou. Os ataques são atribuídos pelas autoridades russas a duas mulheres-bomba vinculadas a grupos insurgentes islâmicos do Cáucaso. O balanço mais recente também informa que 65 pessoas ficaram feridas. Segundo o ministério das Situações de Emergência, estes são os ataques mais sangrentos cometidos na capital russa desde 2004.
"Segundo as primeiras informações, as duas explosões foram cometidas por mulheres-bomba", afirma um comunicado dos Serviço de Inteligência russos (FSB, antiga KGB). A notícia sobre as mulheres-bomba já havia sido antecipada pelo prefeito de Moscou, Iuri Lujkov.
Os atentados foram provavelmente executados por "grupos terroristas" vinculados aos insurgentes do Cáucaso, afirmou o diretor do FSB, Alexander Bortnikov. "Segundo a versão preliminar, os atentados foram cometidos por grupos terroristas vinculados à região do Cáucaso Norte. Privilegiamos esta versão", declarou Bortnikov.
Os serviços de inteligência russos acreditam que as duas mulheres-bomba que detonaram explosivos nas estações do metrô moscovita eram naturais desta região, uma parte da Rússia majoritariamente muçulmana, cenário de uma violenta insurgência nos últimos anos.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação. "A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim", afirmou Medvedev durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.
O primeiro atentado aconteceu às 7h57min (0h57min de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka.
O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury às 8h40min (1h40min de Brasília). "Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin. A polícia também procura duas mulheres que acompanharam as suicidas até o metrô, segundo fontes dos serviços de segurança.
Os atentados aconteceram em duas estações da mesma linha. As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.
O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos. Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes.
Número de mortos nos ataques em Moscou chega a 37
Pelo menos 65 pessoas ficaram feridas nos atentados de mulheres-bomba a duas estações do metrô