A todo instante chegam informes de mais corpos localizados em meio ao cenário de destruição deixado pelas ondas gigantes que devastaram mais de 3 mil residências. Vinte e quatro horas depois da catástrofe, a Agência da Polícia Nacional confirmou a morte de 503 pessoas, 704 desaparecidos e 1.040 feridos.
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Após o fenômeno, houve uma réplica de 7,4 de magnitude, seguida por um tsunami que chegou a 10 metros e atingiu a costa de Sendai, capital da província de Miyagi. Barcos foram carregados, assim como carros e construções. O epicentro do tremor ocorreu no oceano Pacífico a uma profundidade de 10 quilômetros, a 130 quilômetros da península de Ojika. Mais de 5 milhões de residência continuavam sem energia e mais de um milhão se encontram sem água potável.
O governo japonês declarou emergência atômica e decretou um raio de isolamento, de 3 quilômetros, em torno da usina nuclear Fukushima 1 e da Fukushima 2. O ministro do Comércio Banri Kaieda admitiu que o primeiro reator apresentava excesso de pressão após danos em seu sistema de resfriamento provocados pelo terremoto.
Um novo terremoto de 6,6 graus de magnitude atingiu, por volta das 16h de Brasília dessa sexta-feira, a região montanhosa da prefeitura de Niigata, no Noroeste do Japão. O país está localizado sobre a região conhecida como Círculo do Anel de Fogo do Pacífico e registra cerca de 7 mil tremores ao ano de pequena magnitude.
O tsunami na Ásia provocou ainda ondas nas ilhas Kauai e Oahu, no Havaí, e deixou em alerta diversos países banhados pelo Pacífico.

O governo acredita que mais de mil pessoas morreram na tragédia | foto: Jiji Press / AFP / CP