Em seu discurso, Ahmadinejad criticou também os Estados Unidos por terem ordenado matar Osama bin Laden em vez de levá-lo à Justiça. "A hipocrisia e o engano são permitidos para garantir seus interesses e objetivos imperialistas", disse ele.
A delegação americana decidiu sair da sala quando o presidente iraniano condenava o papel dos Estados Unidos nas guerras e na crise financeira. Os representantes da UE os seguiram de comum acordo em sinal de protesto, quando Ahmadinejad atacou os europeus. "Tratou-se de uma posição coordenada da UE quando o presidente iraniano questionou os países europeus por seu 'apoio ao sionismo' e fez referência ao Holocausto", explicou a missão francesa na ONU.
O presidente iraniano não falou do iminente pedido de adesão à ONU de um Estado palestino nem da questão nuclear, depois de ter oferecido pouco antes em uma entrevista deter o enriquecimento de urânio com condições, há anos uma exigência da comunidade internacional.
"Se nos derem urânio enriquecido a 20% nesta mesma semana, cessaremos o enriquecimento doméstico de urânio a 20% nesta mesma semana", prometeu Ahmadinejad em entrevista ao jornal New York Times publicada nesta quinta-feira.
O líder iraniano apresentou-se diante da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, um dia depois de o presidente americano, Barack Obama, advertir que Teerã se exporia a um isolamento maior se persistisse com seu programa nuclear. O Irã foi alvo de seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU, quatro delas com sanções, que condenam seu programa nuclear. Teerã afirma que não busca uma arma nuclear, mas os governos ocidentais estão convencidos do contrário.