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Navio da China é suspeito de arrastar âncora por 160 quilômetros para cortar cabos no Báltico

Situação ameaça testar os limites do direito marítimo e aumentar as tensões entre Pequim e capitais da Europa

Ação fez com que dois cabos submarinos de dados fossem cortados em águas suecas na semana passada
Ação fez com que dois cabos submarinos de dados fossem cortados em águas suecas na semana passada Foto : Mikkel Berg Pedersen / Ritzau Scanpix / AFP

Um navio comercial da China nomeado Yi Peng 3 e que carregava fertilizantes da Rússia está sendo investigado por sabotagem após arrastar sua âncora pelo leito marinho do Mar Báltico por mais de 160 quilômetros. A ação fez com que dois cabos submarinos de dados fossem cortados em águas suecas na semana passada.

A situação ameaça testar os limites do direito marítimo e aumentar as tensões entre Pequim e capitais da Europa. A investigação se concentra em saber se o capitão do navio que partiu de um porto na Rússia foi induzido pela inteligência do próprio país a realizar toda a situação.

Se confirmado, esse seria o mais recente ataque russo, de uma série, à infraestrutura da Europa. Um alto investigador europeu envolvido no caso disse que é "extremamente improvável" que o capitão não tenha notado que o navio tenha se soltado e arrastado a âncora.

O proprietário chinês do navio, Ningbo Yipeng Shipping, está cooperando com a investigação e permitiu que o navio fosse parado em águas internacionais. No entanto, a empresa se recusou a comentar sobre o caso.

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