O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira (3) que ainda planeja visitar Nova York apesar das ameaças de prisão do prefeito eleito Zohran Mamdani em cumprimento de uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI).
"Sim, irei a Nova York", disse Netanyahu durante uma entrevista virtual em um evento do New York Times. Quando perguntado se tentaria conversar com Mamdani, Netanyahu respondeu: "Se ele mudar de opinião e afirmar que temos o direito de existir, será um bom início para uma conversa."
Mamdani, que se tornará o primeiro prefeito muçulmano e de origem sul-asiática de Nova York quando assumir o cargo, disse reiteradamente que apoia o direito de Israel existir. Contudo, resiste em afirmar que Israel tem o direito de ser um "Estado judeu", ao considerar que nenhum país deveria ter uma "hierarquia de cidadania" baseada na religião ou em outros fatores.
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Mamdani prometeu enviar o Departamento de Polícia de Nova York para cumprir as ordens de prisão contra líderes procurados pelo TPI, entre eles Netanyahu e o presidente russo, Vladimir Putin. O TPI declarou no ano passado que tinha motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu era responsável de supostos crimes de guerra e de lesa-humanidade na ofensiva de Israel em Gaza após o ataque de 7 de outubro de 2023 por parte do Hamas.
Israel, Estados Unidos e Rússia estão entre os países que não aderiram ao TPI. Apesar das declarações de Mamdani, uma prisão de Netanyahu é pouco provável. Nova York é lar da maior população judaica fora de Israel e é a sede das Nações Unidas, à qual Netanyahu comparece regularmente para participar da Assembleia Geral que acontece todos os anos.