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Netanyahu irá conversar com presidente libanês, anuncia ministra israelense

Chefe de Estado do Líbano destacou que cessar-fogo seria o ponto de partida para um diálogo

Netanyahu irá conversar com presidente libanês, anuncia ministra israelense
Netanyahu irá conversar com presidente libanês, anuncia ministra israelense Foto : Ilia Yefimovich / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai conversar com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou nesta quinta-feira (16) a ministra israelense da Inovação, Gila Gamliel, à rádio militar.

"O primeiro-ministro vai conversar pela primeira vez com o presidente do Líbano após tantos anos de ruptura total do diálogo entre os dois países. Esperamos que a iniciativa conduza finalmente à prosperidade e ao desenvolvimento do Líbano como Estado", declarou Gamliel, sem revelar a data, nem como acontecerá a conversa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os "líderes" de Israel e do Líbano conversariam nesta quinta-feira. "Não estamos a par de nenhum contato previsto com a parte israelense e não fomos informados sobre isso pelos canais oficiais", declarou uma fonte libanesa à AFP.

Mais cedo, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, destacou a importância de um cessar-fogo com Israel antes do início de negociações diretas com o país inimigo, um processo que ele não confirmou. "O cessar-fogo que o Líbano reivindica de Israel é o ponto de partida natural para as negociações diretas entre os dois países", afirmou Aoun em um comunicado.

Ataques continuam

Apesar das intenções de ambas as partes em conversar para ao menos uma pausa no conflito, os ataques seguem acontecendo. Nesta quinta, Israel destruiu uma ponte estratégica no sul do Líbano em dois bombardeios, informou a Agência Nacional de Notícias (ANI).

"Aviões inimigos lançaram dois ataques consecutivos contra a ponte de Qasmiyeh, a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon, que foi completamente destruída", informou a agência.

O Exército israelense havia solicitado novamente na quinta-feira à população civil que abandonasse toda a zona do sul do Líbano até o rio Zahrani, quase 40 quilômetros ao norte da fronteira.