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Netanyahu perde apoio histórico de partido ultraortodoxo

Cenário fortalece posição do principal rival do primeiro-ministro, Gadi Eisenkot

Netanyahu perde apoio histórico de partido ultraortodoxo
Netanyahu perde apoio histórico de partido ultraortodoxo Foto : John Wessels / AFP / CP

Um partido ultraortodoxo aliado há três décadas de Benjamin Netanyahu se recusou nesta quinta-feira (5) a conceder seu apoio para que ele continue como primeiro-ministro de Israel, o que fortalece a posição de seu principal rival, Gadi Eisenkot.

Mais de uma semana após as primeiras eleições em Israel desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, o presidente israelense Isaac Herzog começou a se reunir com os líderes dos partidos.

Ele tem até 11 de novembro para decidir se confia a Netanyahu ou a seu rival Eisenkot a missão de formar o governo.

Nesta quinta-feira, ele recebeu uma delegação do partido Judaísmo Unido da Torá (JUT), que integra a coalizão de governo de Netanyahu e que apoiou seu primeiro gabinete em 1996.

Mas, enquanto esta legenda recomendou Netanyahu para o cargo de primeiro-ministro após as eleições de 2022, "a bancada do Judaísmo Unido da Torá não recomendou nenhum deputado para formar o governo" desta vez, anunciou a presidência israelense.

O JUT, cuja base é composta por judeus asquenazes, procedentes da Europa Central e do Leste, é um dos principais partidos ultraortodoxos, ao lado do Shas, que representa os sefarditas, procedentes do Norte da África e de países árabes.

Os dois partidos se opõem a qualquer convocação para o Exército de estudantes religiosos, tema que desperta grandes tensões em Israel, país comprometido militarmente em várias frentes.

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