"Foi uma operação com o objetivo direto de assassinar o líder deste país", declarou o porta-voz do governo líbio, Ibrahim Mussa. Na noite de sábado, foram ouvidas três explosões em Trípoli, procedentes da área de Bab Al Aziziya, onde está localizado o complexo que abriga os serviços do dirigente líbio.
"Nós lamentamos qualquer perda de vida, em particular as de civis inocentes", afirmou a Otan em um comunicado. "Todos os objetivos da Otan são de caráter militar e estão claramente vinculados aos ataques sistemáticos do regime de Kadhafi contra a população líbia e as zonas povoadas. Nós não apontamos contra os indivíduos", destacou o general Charles Bouchard, comandante da operação "Protetor Unificado".
O presidente venezuelano Hugo Chávez denunciou o "assassinato" do filho de Kadhafi e três netos. Ele pediu o fim dos ataque e o envio de uma missão de mediação ao conflito. Chávez afirmou que Estados Unidos e Otan têm uma "loucura napoleônica e fascista". Também criticou os governos da Espanha, França e Itália, que participam na operação militar internacional na Líbia.
Em Benghazi, reduto da insurgência líbia, os rebeldes celebraram com tiros para o alto o anúncio da morte do filho mais novo de Kadhafi. No sábado, o ditador reiterou que não renunciará ao poder e voltou a convidar Estados Unidos e França a negociar com ele uma solução para a crise, proposta rejeitada pela Otan.
O Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes líbios, também descartou a possibilidade de negociar com Kadhafi. "O tempo para compromissos já passou", declarou Abdul Hafiz Ghoga, porta-voz do CNT, órgão que se tornou um governo paralelo com sede em Benghazi.
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