O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que está observando o lançamento de mísseis pela Coreia do Norte "muito seriamente" e criticou este passo dado por Pyongyang. "Estamos vendo muito seriamente neste momento. Eram mísseis menores, de curto alcance. Ninguém está contente com isso", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
A Coreia do Norte disparou nesta quinta-feira pelo menos dois mísseis, informou o exército sul-coreano, coincidindo com a visita a Seul de um enviado dos Estados Unidos para tentar desbloquear as negociações sobre a crise nuclear entre Washington e Pyongyang. Este lançamento ocorre dias depois de um exercício militar norte-coreano, no qual foram lançados no sábado vários projéteis, entre eles um míssil de curto alcance.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, considerou que os disparos poderiam complicar as discussões com os Estados Unidos. "Seja quais forem as intenções da Coreia do Norte, alertamos que esse ato poderia tornar as negociações mais difíceis", declarou à televisão.
Horas antes, o enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, desembarcou em Seul para discutir com as autoridades sul-coreanas a abordagem a ser adotada nas negociações nucleares com Pyongyang. É a primeira visita de Biegun a Seul desde que o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un encerraram sem acordo uma segunda cúpula em Hanói, em fevereiro.
A base de mísseis Sino-ri, de onde teriam partido os disparos, existe há décadas e fica 75 quilômetros a noroeste da capital Pyongyang. O local abriga o equivalente a um regimento e é equipado com mísseis Nodong-1 de médio alcance, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos Internacionais. Qualquer lançamento realizado a partir de Sino-ri em direção a leste deveria atravessar a península coreana antes de cair no oceano, segundo especialistas.