A ação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), apoiada por trabalhadores de vários setores e estudantes, começou com uma dúzia de bloqueios com barricadas em várias partes de Santiago, causando engarrafamentos e desvios do transporte público.
Ao amanhecer, no município de Estación Central, um grupo atacou e incendiou um ônibus. A polícia preparou um forte esquema de segurança em Santiago, com centenas de policiais. Mais cedo, os acessos às minas da estatal Codelco, a maior produtora mundial de cobre, também foram bloqueados, atrasando o início do trabalho.
A CUT reivindica mudanças nas leis trabalhistas, uma reforma tributária, salário mínimo de ao menos 490 dólares - atualmente é de 380 dólares mensais -, uma reforma previdenciária, substituindo o modelo privado por um estatal, sem lucro e de contribuição partilhada entre o trabalhador e o empregador.
A jornada de reivindicações se iniciou na noite de quarta-feira com um panelaço em frente ao palácio do governo de La Moneda, no centro de Santiago.
A greve nacional acontece meses antes das eleições legislativa e presidencial de 17 de novembro, e em um clima de tensão social com inúmeros protestos organizados principalmente por estudantes.