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No Chile, barricadas incendiárias marcam início de greve nacional

Polícia preparou um forte esquema de segurança em Santiago

Polícia preparou um forte esquema de segurança em Santiago
Polícia preparou um forte esquema de segurança em Santiago Foto : Martin Bernetti / AFP / CP
Barricadas incendiárias marcaram nesta quinta-feira o início de uma greve nacional no Chile, convocada pela principal central sindical do país e apoiada por grande parte da população, a quatro meses da eleição presidencial.

A ação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), apoiada por trabalhadores de vários setores e estudantes, começou com uma dúzia de bloqueios com barricadas em várias partes de Santiago, causando engarrafamentos e desvios do transporte público.

Ao amanhecer, no município de Estación Central, um grupo atacou e incendiou um ônibus. A polícia preparou um forte esquema de segurança em Santiago, com centenas de policiais. Mais cedo, os acessos às minas da estatal Codelco, a maior produtora mundial de cobre, também foram bloqueados, atrasando o início do trabalho.

A CUT reivindica mudanças nas leis trabalhistas, uma reforma tributária, salário mínimo de ao menos 490 dólares - atualmente é de 380 dólares mensais -, uma reforma previdenciária, substituindo o modelo privado por um estatal, sem lucro e de contribuição partilhada entre o trabalhador e o empregador.

A jornada de reivindicações se iniciou na noite de quarta-feira com um panelaço em frente ao palácio do governo de La Moneda, no centro de Santiago.

A greve nacional acontece meses antes das eleições legislativa e presidencial de 17 de novembro, e em um clima de tensão social com inúmeros protestos organizados principalmente por estudantes.

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