Sob protestos estudantis há quase duas semanas, o governo do presidente do Chile, Sebastián Piñera, antecipou as férias em 206 das 300 escolas da região metropolitana de Santiago, a capital chilena. Os estudantes reivindicam mais recursos para o ensino público superior e rejeitam os planos de privatização de parte da educação. Desde o dia 16, há protestos comandados por estudantes nas principais cidades do Chile. As informações são da rede estatal de televisão, a TVN.
O ministro da Educação do Chile, Joaquin Lavin, disse que as férias começam nesta quarta-feira e acabam apenas em 13 julho. Pelo calendário anterior, as férias estavam marcadas para ter início no próximo dia 8. Freddy Fuentes e Paloma Muñoz, que lideram entidades de defesa dos direitos dos estudantes, criticaram a decisão do governo. Segundo eles, as manifestações serão mantidas. Fuentes disse que a medida anunciada por Lavin mostra a “incapacidade” para resolver conflitos.
As reivindicações dos estudantes incluem pedidos para a devolução dos equipamentos públicos que estão sob poder do Ministério da Educação e a ampliação da quantidade de passes escolares oferecidos aos estudantes e mais recursos para o setor.
Em Santiago, os protestos dos estudantes geraram paralisações das aulas e adesão de professores e funcionários de escolas e universidades. Segundo dados não oficiais, algumas das manifestações reuniram cerca de 150 mil pessoas nas principais avenidas da capital chilena.
No Chile, governo antecipa as férias escolares para conter protestos
Estudantes reivindicam mais recursos para o ensino público superior e rejeitam os planos de privatização