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Os comentários seguiram-se à declaração, nesta segunda-feira, da Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina, de que foram encontrados elevados níveis de radiação ontem à tarde na água dos túneis subterrâneos próximos ao prédio da turbina do reator número 2. A área está fora das áreas de radiação controlada. Paralelamente, a estatal francesa nuclear Areva disse que recebeu um pedido da Tepco para ajudar no combate à crise na usina. As informações são da Dow Jones.
Japão proíbe uso de águas pluviais
O Ministério da Saúde do Japão pediu às engarrafadoras de água em todo o país que suspendam o uso de águas pluviais para evitar contaminações pelos resíduos radioativos da central de Fukushima.
Além disso, o ministério ordenou no fim de semana aos distribuídores de água e estações de tratamento a cobertura dos depósitos com uma lona para isolar os locais de uma possível radiação. Também devem evitar o abastecimento de água dos rios logo após as chuvas.
Tóquio, cidade de 13 milhões de habitantes, e diversos municípios próximos detectaram na semana passada um nível de iodo radioativo na água de torneira superior ao limite recomendado para os bebês. Na quarta-feira, os habitantes de Tóquio receberam a ordem de não dar água de torneira aos bebês. Um dia depois a suspensão foi proibida.
O Ministério da Saúde teme que as chuvas contenham elementos radioativos da central de Fukushima, afetada pelo terremoto e tsunami de 11 de março. A situação gerou a pior crise da história nuclear civil do Japão.