Mundo

Noruega orienta população a ficar em casa após atentados

Pelo menos 11 pessoas morreram após explosão na sede do governo e tiroteio em comício

Sete mortes foram confirmadas após explosão na sede do governo e tiroteio em comício
Sete mortes foram confirmadas após explosão na sede do governo e tiroteio em comício Foto : Berit Roald / Scanpix / AFP / CP
A polícia norueguesa pediu para que a população permaneça em suas casas e evite aglomerações. O pânico invadiu a capital Oslo, nesta sexta-feira, depois de dois atentados que deixaram ao menos 11 mortoss e dezenas de feridos até o momento. Estados Unidos e União Europeia condenaram os atos de violência e manifestaram seu apoio às vítimas.

No primeiro ataque, a sede do governo foi atingida por uma explosão que, conforme a imprensa local, seria dirigida ao primeiro-ministro Jens Stoltenberg. Sete pessoas morreram e 15 ficaram feridas.

Na periferia da capital, em Utoeya, um homem de uniforme policial abriu fogo contra uma multidão que participava de comício das Juventudes Trabalhistas da Noruega e matou ao menos quatro pessoas. O autor dos disparos foi preso, conforme a rede de TV norueguesa NRK. Segundo a emissora, o premiê está sendo "mantido em segurança". Ele tinha um discurso marcado em Utoeya, segundo sua agenda oficial.

A polícia ainda não contabilizou mortos e feridos na periferia de Oslo por temor de que um novo explosivo esteja instalado no local, conforme a NRK. O esquadrão de anti-bombas foi acionado e vasculha os arredores do palco montado para o comício. Testemunhas relataram à emissora que muitos jovens foram atingidos pelo atirador. A polícia acredita que os dois ataques foram coordenados, na tentativa de cercar o primeiro-ministro.

O Departamento de Estado americano publicou nota de condolências: "Nossos corações estão com as vítimas e suas famílias, e estendemos a mão ao governo norueguês para expressar nosso apoio", destacou o documento. A embaixada em Oslo alertou os americanos para que deixem o centro da capital e se mantenham "alertas e vigilantes no entorno."

Polícia avalia se ataques foram coordenados para cercar primeiro-ministro. Foto: Berit Roald / Scanpix / AFP / CP

Bookmark and Share