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Nos seis anos da morte de Hugo Chávez, Maduro defende que se manterá no poder

Presidente defendeu que continuará a balançar a bandeira dos povos livres que levantam suas vozes contra a interferência imperial

Maduro também voltou a criticar Juan Guaidó
Maduro também voltou a criticar Juan Guaidó Foto : Presidência da Venezuela / Divulgação / CP

*Com informações da Telesur, emissora multiestatal de televisão com sede em Caracas

Sem mencionar o retorno de seu opositor Juan Guaidó, jurado presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro sinalizou, nas redes sociais, que se manterá no poder. Ele criticou indiretamente o apoio ao Presidente da Assembleia Nacional, informando que a Venezuela é alvo de agressões. "O mundo é testemunha excepcional de uma Venezuela que enfrenta as agressões imperiais e segue em frente com dignidade. Continuaremos a manter a bandeira dos povos livres que levantam suas vozes contra a interferência imperial", disse Maduro, em sua conta pessoal do Twitter.

O governo Maduro lembra nesta terça o aniversário de seis anos de morte do presidente Hugo Chávez. O local onde está enterrado o corpo dele será aberto à visitação pública, em Caracas. Haverá homenagens, com exibição de vídeos e atividades musicais e esportivas. Chávez  assumiu a Presidência da Venezuela em fevereiro de 1999, governando o país por 14 anos até sua morte em 2013. O líder morreu em consequência de um câncer. Maduro foi seu último vice-presidente

Guaidó retornou ontem ao seu país de origem depois de visitar cinco nações da América do Sul - Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Sua chegada foi cercada por embaixadores sul-americanos e europeus, além do norte-americano. Ele prometeu que viajará para o Chile ainda este mês e pretende ir ao Peru e a Honduras. Não informou sobre as datas das visitas. Houve protestos em Caracas e várias cidades venezuelanas. O líder da oposição convocou nova mobilização para o próximo sábado, seguindo o modelo da ocorrida ontem. 

Hoje, ele anunciou que vai se reunir funcionários públicos da ativa. Segundo ele, serão dados os "primeiros passos" na recuperação da democracia. O opositor disse anteriormente que pretende anistiar os militares e civis que atuam no governo de Nicolás Maduro. "Nos reuniremos com os empregados públicos. Vamos dar os primeiros passos para recuperar a democracia e seguir construindo as capacidades dentro e fora do país que nos permitam cessar a usurpação, [implementar] o governo de transição e [promover] eleições livres", disse o opositor em sua conta pessoal no Twitter.