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Os primeiros rumores surgiram com as declarações do primeiro-ministro egípcio, Ahmed Chafic, e do secretário-geral do partido de Mubarak, Hossam Badrawi, que reconheceram como muito provável a queda do atual presidente, contestado por 17 dias de levante popular.
Samir Amin, economista egípcio e um dos líderes do movimento "altermondialista", fez um pronunciamento emocionado, mas cauteloso, ao receber a notícia. "A queda de Mubarak não será um fim em si, mas um começo", advertiu. "Eu não me surpreenderei se houver violência de parte do sistema, mesmo após a queda do governo."
Amin exortou os líderes políticos dos Estados Unidos e da Europa a vir a público não apenas garantir o apoio explícito ao povo egípcio, mas também reconhecer a soberania dos manifestantes para iniciar a transformação "do sistema econômico" e da política externa do Egito.
"O que eu espero, como muitos egípcios, é que os EUA e a Europa muito rapidamente façam uma declaração forte, não apenas apoiando o povo egípcio, mas também esclarecendo o que significa apoiar o povo", cobriu. "Isso deve significar o direito do povo de alterar o sistema econômica e sua política externa. Não deve haver limites ou condições para esses direitos."
A expectativa dos movimentos de esquerda reunidos no 11o Fórum Social Mundial é que a revolta na Tunísia e no Egito resulte não apenas no contágio de outros países, mas também em profundas mudanças econômicas e no fim ao alinhamento desses países à política externa dos Estados Unidos para o Oriente Médio.