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Notícias sobre possível renúncia de Mubarak causam euforia no Fórum Social

Economista Samir Amir pede que Ocidente não imponha limites às transformações políticas e econômicas no Egito

As primeiras notícias ainda não confirmadas de que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deve renunciar nas próximas horas levou euforia
As primeiras notícias ainda não confirmadas de que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deve renunciar nas próximas horas levou euforia Foto : Seyllou / AFP / CP
As primeiras notícias ainda não confirmadas de que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deve renunciar nas próximas horas levou euforia aos militantes de esquerda reunidos no Fórum Social Mundial, em Dacar, no Senegal. A informação tombou há poucos minutos, em meio à assembleia dos movimentos sociais - um dos maiores eventos do congresso -, e foi comemorada aos gritos de vitória e até pedidos de revolução.

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Os primeiros rumores surgiram com as declarações do primeiro-ministro egípcio, Ahmed Chafic, e do secretário-geral do partido de Mubarak, Hossam Badrawi, que reconheceram como muito provável a queda do atual presidente, contestado por 17 dias de levante popular.

Samir Amin, economista egípcio e um dos líderes do movimento "altermondialista", fez um pronunciamento emocionado, mas cauteloso, ao receber a notícia. "A queda de Mubarak não será um fim em si, mas um começo", advertiu. "Eu não me surpreenderei se houver violência de parte do sistema, mesmo após a queda do governo."

Amin exortou os líderes políticos dos Estados Unidos e da Europa a vir a público não apenas garantir o apoio explícito ao povo egípcio, mas também reconhecer a soberania dos manifestantes para iniciar a transformação "do sistema econômico" e da política externa do Egito.

"O que eu espero, como muitos egípcios, é que os EUA e a Europa muito rapidamente façam uma declaração forte, não apenas apoiando o povo egípcio, mas também esclarecendo o que significa apoiar o povo", cobriu. "Isso deve significar o direito do povo de alterar o sistema econômica e sua política externa. Não deve haver limites ou condições para esses direitos."

A expectativa dos movimentos de esquerda reunidos no 11o Fórum Social Mundial é que a revolta na Tunísia e no Egito resulte não apenas no contágio de outros países, mas também em profundas mudanças econômicas e no fim ao alinhamento desses países à política externa dos Estados Unidos para o Oriente Médio.


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