Para advertir os fumantes, foram colocados sinais nas entradas dos locais públicos, mas, como era de se esperar, a nova lei deixou alguns insatisfeitos: "Não sabia da lei. Vi muitas pessoas fumando. É ridículo", afirmou o arquiteto e fumante David Harris, de 40 anos. "Não poder fumar em um lugar fechado é algo que faz sentido, mas a proibição em um lugar aberto não faz sentido algum", argumentou. Desde 2003 era proibido fumar em Nova Iorque em bares e restaurantes. Muito antes disso, já era proibido o fumo em locais de trabalho.
Para sensibilizar a opinião pública, o departamnto de Saúde e Higiêne Mental anunciou esta semana o lançamento de uma campanha educativa na televisão, no metrô e na imprensa escrita. À frente desta campanha contra o cigarro, Bloomberg assegurou que a partir desta segunda-feira "os espaços públicos serão não apenas mais agradáveis, mas também mais saudáveis, limpos e belos".
"Todos sabemos que fumar é algo nocivo, mas os fumantes passivos são um grande perigo para saúde pública. Baixar a porcentagem de exposição dos nova-iorquinos como fumantes passivos é um passo importante para dar mais saúde a nossa cidade", defendeu o prefeito.
Segundo o comissário do departamento de Saúde de Nova Iorque, Thomas Farley, "os parques livres de cigarros protegem a todos aqueles que os visitam dos riscos trazidos pelo fumo passivo" e eliminam o mau exemplo às crianças.
O tabagismo é responsável por um terço das mortes evitáveis na cidade, de acordo com o prefeito de Nova Iorque. O número de fumantes na cidade já caiu 27% entre 2002 e 2009 e o número de mortes vinculadas ao cigarro recuou 17% ao longo da última década.
Além dos casos de saúde, há também uma questão ambiental envolvendo os fumantes. Segundo dados oficiais, os filtros de cigarro somam mais de 75% do lixo encontrado nas praias e demoram mais de 18 meses para se decompor.