"Formamos uma única fila para representar os 14 milhões de desempregados nos Estados Unidos. É uma representação da maior fila de desemprego do mundo", disse à AFP Yana Landowne, uma das organizadoras do protesto na tradicional rua Broadway, de Wall Street, até a Union Square, no Sul de Manhattan.
Os manifestantes paravam a cada um ou dois metros durante 14 minutos, agitando uma folha rosa ("Pink slip"), usada nos Estados Unidos pelos empregadores para avisar ao empregado de sua demissão.
A data escolhida para o protesto coincide com a "Super Terça" das primárias republicanas, em que são realizadas votações em dez estados. "Queremos que o desemprego seja parte do debate, que todo o mundo saiba que é um grande problema neste país", afirmou Landowne, diretora de teatro independente que disse estar "muito ligada ao isolamento que as pessoas sentem quando não têm emprego".
Para Joel Sosinsky, aposentado de 62 anos, a manifestação é um "apoio a milhões de americanos que perderam o trabalho durante a recessão" e uma forma de "chamar a atenção" para as eleições presidenciais de novembro, que ele considera "cruciais".
"A geração de emprego é uma questão-chave nesta eleição. Trata-se de saber se continuamos o que o governo democrata começou, que mostra um aumento gradual do emprego, certamente não o suficientemente rápido e satisfatório para todo mundo, ou se retrocedemos quatro anos", explicou.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu nos últimos meses de 9% em setembro para 8,3% em janeiro, voltando a seu nível de fevereiro de 2009, graças a um forte aumento do ritmo de contratações.