O ataque ocorreu em um acampamento de base em Nanga Parbat, a nona montanha mais alta do mundo (8.126 metros), no distrito de Diamer, na província de Gilgit-Baltistan. "Havia nove estrangeiros e um paquistanês. O incidente ocorreu por volta das 22h. Eram todos alpinistas", indicou um oficial da polícia de Diamer, Mohammed Naveed.
O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, imediatamente condenou este ataque, cometido em uma região onde nunca antes havia sido registrado ataques atribuídos a rebeldes islâmicos. Os rebeldes extremistas, em guerra com as autoridades paquistanesas acusadas de se aliarem aos Estados Unidos, mataram mais de 6.000 pessoas em ataques nos últimos seis anos no Paquistão.
O Talibã paquistanês assumiu a autoria do ataque. O porta-voz do movimento, Ehsanulá Ehsan, declarou à AFP por telefone que o ataque foi em nome de "uma de nossas facções, a Junood ul-Hifa", e que foi realizado para vingar a morte em maio do número dois do Talibã paquistanês, Wali-ur Rehman, em um ataque realizado por um avião não-tripulado (drone) americano.
Junood ul-Hifa é uma nova facção criada pelo Talibã "para atacar os estrangeiros e lançar a todo o mundo a nossa mensagem contra os ataques de aviões não-tripulados", explicou o porta-voz.