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Novo cão da família vazou documentos, brinca Obama

Presidente deu entrevista à CNN sobre programa de vigilância americano

O presidente Barack Obama brincou nesta sexta-feira ao dizer que a fonte de vazamentos da Casa Branca é a filhote Sunny, a nova cadela da família. Segundo o democrata americano, o animal tem causado alguns "acidentes" nos corredores da residência presidencial.

Em uma entrevista à CNN, Obama disse que seu novo cachorrinho faz muita companhia a ele e sua esposa Michelle, já que cada vez menos eles veem suas filhas adolescentes, Malia, 15 anos, e Sasha, 12. "Acho que eu e Michelle sabemos o que está por vir e precisamos nos certificar que teremos alguém que nos receba na porta quando chegarmos em casa", afirmou ainda.

Ele disse ainda que o cão mais velho da família, Bo, estava se sentindo um pouco triste pelo mesmo motivo e que agora está feliz por ter uma companheira de brincadeiras. Obama contou que Michelle está cuidando da educação da pequena Sunny para que a cachorrinha aprenda os truques básicos e não faça mais pipi onde não deve.

Os dois cães são da raça cão d'água português, que Obama escolheu para não prejudicar o problema de alergia de sua filha Sasha.

Falando sério

Na mesma entrevista, Obama afirmou que confia no fato de que não há abusos no vasto programa de vigilância, mas admitiu que os americanos estão legitimamente preocupados em relação ao tema. "Devemos fazer um trabalho melhor em dar aos cidadãos confiança sobre como estes programas funcionam", afirmou. "Estou aberto a trabalhar com o Congresso para descobrir como ser mais transparente em relação a como funciona o programa de vigilância", assinalou.

Entretanto, ele afirmou que é necessário "reconhecer os inimigos dos Estados Unidos". "Mas devemos fazer isso de forma que se reconheça que temos indivíduos hostis lá fora que potencialmente tentariam nos causar danos", acrescentou Obama.

A administração americana defende seus programas secretos de vigilância em meio à controvérsia desatada pelo ex-analista de inteligência, Edward Snowden, asilado na Rússia, que revelou o vasto programa mundial de espionagem telefônica e por internet por parte de Washington. O programa, que a Casa Branca defende como necessário em sua luta contra grupos terroristas, foi alvo de mais críticas quando outros documentos atribuídos a Snowden revelaram atividades de espionagem em países como o Brasil.

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