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Novo governo da França enfrenta sua primeira moção de censura

Medida não deve prosperar, já que não apoio da extrema direita

Barnier enfrenta moção de censura
Barnier enfrenta moção de censura Foto : Thomas Samson / AFP / CP

O novo governo da França, liderado pelo primeiro-ministro conservador Michel Barnier, enfrenta nesta terça-feira (8) a sua primeira moção de censura promovida pela esquerda, mas que não dá sinais de prosperar devido à recusa da extrema direita em apoiá-la.

"Vocês nunca deveriam estar na minha frente ou sentados nestes assentos com um governo que nunca deveria ter sido nomeado", denunciou o líder socialista Olivier Faure, defendendo a moção de censura em nome da coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP).

Esta aliança de socialistas, ambientalistas, comunistas e do partido A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) venceu as últimas eleições legislativas que o presidente Emmanuel Macron antecipou em junho, após a vitória da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu.

Com 193 deputados, o NFP ficou longe da maioria absoluta de 289 e o presidente decidiu nomear Barnier como primeiro-ministro, à frente de um governo apoiado pela aliança de centro-direita de Macron e pelo conservador Os Republicanos (LR). "Atualmente ninguém goza de maioria absoluta", "a maioria relativa que acompanha o Governo é hoje a menos relativa", defendeu Barnier perante a Assembleia Nacional (câmara baixa), denunciando que a esquerda apresentou a moção de censura antes mesmo de conhecer o seu programa.

O NFP justificou a sua moção de censura na decisão do chefe de Estado de não nomear a sua candidata a primeira-ministra, a economista Lucie Castets, e nas "orientações políticas" do governo Barnier, que busca intensificar a política contra a migração e cortar o gasto público.

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