O Parlamento egípcio foi dissolvido pela aplicação de uma decisão judicial que o declarou ilegal, uma medida questionada pela Irmandade Muçulmana, a primeira força política da Assembleia do país. Na sentença, a Alta Corte Constitucional invalidou as eleições legislativas que terminaram em janeiro, por causa de um elemento jurídico na lei eleitoral que regia as eleições.
Estas eleições resultaram na vitória dos islamitas, com cerca da metade das cadeiras para a Irmandade Muçulmana, e quase uma quarta parte para os fundamentalistas salafistas. Na falta do Parlamento, o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) assumiu o poder legislativo. Os detratores do CSFA o acusaram de ter orquestrado esta decisão judicial para tomar o Parlamento e a Irmandade Muçulmana denunciou um "golpe de Estado" e pediu um referendo sobre este assunto.