Mundo

Novo primeiro-ministro da Itália veio do FMI

Nomeação, no entanto, não segurou mercados financeiros no mundo

Nomeação de Carlo Cottarelli, no entanto, não segurou mercados financeiros no mundo
Nomeação de Carlo Cottarelli, no entanto, não segurou mercados financeiros no mundo Foto : Andreas Solaro / AFP / CP
O novo primeiro-ministro interino da Itália veio do FMI (Fundo Monetário Internacional), Carlo Cottarelli. Mas o anúncio de sua nomeação, no último domingo, não segurou os mercados financeiros no mundo. Eles desabaram. Os italianos votaram em 3 de março e elegeram dois partidos antieuropeus e populistas, a Liga e o 5Estrelas, que começaram então a formar um governo. Só que eles escolheram um conhecido opositor do euro para ministro da Finança, Paolo Savona, de 81 anos, e incorreram no veto do presidente Sergio Mattarella. Foi aí que Giuseppe Conte, acadêmico inexperiente que seria o novo primeiro-ministro, resolveu sair.

A Liga e o 5Estrelas estão agora querendo o impeachment do presidente Mattarella, argumentando que ele trocou um governo eleito pela maioria por alguém que não teve sequer um voto. O tumulto transbordou da Itália e contagiou a Europa, principalmente Portugal e Espanha, e derrubou 400 pontos da Dow, em Wall Street. Fala-se agora em Italexit, como uma versão do Brexit, o divórcio do Reino Unido da União Europeia. O primeiro-ministro Cottarelli deve marcar novas eleições para julho ou setembro. Elas tenderão a se tornar de fato um plebiscito sobre o futuro da Itália na Europa, ou a independência. Tempos difíceis para a União Europeia: o governo espanhol vai enfrentar ainda nesta semana um voto de não confiança. E Hungria e Polônia tornaram-se estranhos no ninho.